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Tradução por Henrique Vicente de Smartphone, Dumb Government por Jeffrey Tucker

A nova unidade da Motorola recém adquirida pelo Google tinha grandes ambições de servir aos consumidores e continuar nos deslumbrando com coisas ainda mais espetaculares que engrandecem as nossas vidas. Afinal de contas, o smartphone (celular inteligente) é facilmente a melhor inovação para os consumidores de nosso tempo, e talvez de toda a história. Ele realiza proezas surpreendentes em um minúsculo pacote e representa uma maior conquista da mente humana do que qualquer coisa realizada pelo governo, desde sempre.

O smartphone tem um nome errado de vários formas. Afinal, dependendo do aplicativo ou extensão, ele provém mapas e posicionamento global, confere a sua pressão sanguínea, torna-se um instrumento musical, permite você comprar e vender ações do meio do nada, aproveitar chats por vídeo com pessoas de todo lugar do mundo, reunir amigos e redes, e manter contato e enviar mensagens para qualquer um.

Ele me permite fazer meu próprio filme na hora e difundí-lo para bilhões em uma questão de minutos. Eu posso gravar um som. Eu posso imediatamente fazer qualquer coisa acontecendo em minha frente virar uma transmissão ao vivo para o mundo inteiro, e fazer isto sem pagar tarifas caras. Eu posso conduzir uma entrevista e arquivá-la no meu próprio canal, o qual eu posso criar em poucos segundos. Ou é claro, eu posso jogar milhares de jogos.

É uma calculadora, um verificador de email, um alerta metereológico, uma câmera, um navegador Web, um leitor de notícias, um som estéreo completo, um leitor de livro, um tradutor, um scanner, e um tudo em miniatura dentro de uma coisa do tamanho de um baralho de cartas que é metade da espessura. As inovações entram neste minúsculo miráculo todo o dia, toda a hora, até. E está apenas começando: A economia de aplicativos promete inovações surpreendentes a vir.

Eu me lembro de várias vezes sugerir a pessoas trocarem os seus telefones antigos (ótimas engenhocas eles mesmos, dado que só o mais rico dos ricos poderiam se dar ao luxo de ter tal aparelho nos anos 1980) com um smartphone. Elas desconfiam da utilidade e recusam e finalmente cedem, e apenas aí elas notam o que elas andavam perdendo. É uma revelação, um sonho de infância que vira realidade.

Então o que o Google planeja com a sua aquisição da Motorola? Servir ainda mais maravilhas a um público pronto para um público a espera de ser maravilhado mais uma vez? Ainda não. O seu primeiro passo foi abrir uma ação maciça contra o iPhone. E por quê? Você acertou: violação de patente. O Google alega que a Apple roubou algumas tecnologias da Motorola.

A Apple tem sistematicamente se negado a negociar qualquer acordo de licenciamento razoável, o que é exatamente o mesmo comportamento que a Samsung enfrentou antes. E o Google não é estúpido. O mundo inteiro estava assistindo aquela ação judicial que a Apple moveu contra a Samsung, e viu como um júri cansado, confuso, e sem conhecimento tecnológico, em uma audiência em um tribunal a 10 milhas da sede da Apple, condenou a Samsung em mais de um bilhão de dólares.

O Google não vai simplesmente aceitar isso. Ele decidiu agir primeiro ao invés de arriscar esse tipo de ataque agressivo. Ele está pedindo à Comissão Internacional de Comércio para começar a bloquear todas as importações de iPhones, iPads, e iPod Touch. Louco, não? O Google nos odeia tanto que ele buscaria tal resultado? Depois de todos esses anos de servir desesperadamente o mundo dos navegantes da Web, nos dando maravilhosas ferramentas de graça e revolucionando o mundo da publicidade, havia ele decidido agora espalhar miséria para o público americano?

Não, é tudo para se defender contra ataques agressivos. O que o júri fez no caso da Apple x Samsung desencadeou uma fatal corrida corrida armamentista letal. Uma indústria que se tornou emocionante e gigantesca, e que trouxe progresso sem precedente, está agora entrando em um período perigoso nos quais os cães realmente se comem, no qual a vitória de uma empresa é a perda de outra, e onde o bem-estar do consumidor tem de ser colocado em espera para a batalha dos titãs.

O problema se resume a uma palavra: patente. Nos anos 80, patentes foram ampliadas para cobrir programas. Este foi o início do que se tornaria um catastrófico emaranhado regulamentar que iria seduzir todos os produtores e onde os advogados iriam sair ganhando como bandidos independente de quem ganhasse.

Quando as patentes apareceram pela primeira vez na história, elas eram monopólios garantidos pela coroa em troca de bajulação política. Esta era a era do mercantilismo, e gradualmente chegou à era do capitalismo, em que barreiras de comércio, impostos, e regulamentos caíram. O slogan era laissez-faire, ou, deixe o comércio sozinho para se auto-gerenciar por conta própria. O governo não pode melhorar os resultados dos processos de mercado.

As patentes hoje são resquícios de uma era pré-capitalista. Elas não eram tão controversa antes da era digital, porque o progresso econômico era relativamente devagar e as patentes expiravam e porque as patentes não se aplicavam à maioria dos importantes bens de consumo que usamos todo dia. Mas o problema com elas sempre foi o mesmo: Por conceder o direito de produção exclusiva a uma firma, patentes atacam o processo competitivo tanto quanto sua própria raíz.

O processo competitivo acontece ao longo de várias fases, que constantemente se sobrepõe. Tem a inovação (sempre uma extensão do que veio antes). Então com a inovação pode vim um período de rentabilidade. Esta rentabilidade atraí outros produtores à indústria que inovam mais e tentam melhorar o produto ou serviço. O produtor inicial tem então que se esforçar para manter a sua fatia de mercado, e assim o faz através da inovação e corte de preços.

Note que todo o sistema é baseado na habilidade de se aprender com os outros. Boas empresas emulam os sucessos dos outros, evitam os seus erros, e melhoram o que já existe marginalmente. Esta é a essência do progresso econômico. Isso é como a competição resulta na maior benção concebível para os consumidores.

Como Steve Jobs disse em 1994, "Nós nunca tivemos vergonha em roubar ótimas ideias." Isso também vale para cada grande pintor, poeta, ou empreendedor. Eles constroem no que veio antes. Eu apenas lamento o seu uso da palavra "roubar". Quando você copia uma idéia, não há um ladrão e uma vítima, mas duas idéias. Este processo de cópia-de-idéias se extende ao infinito.

Quem no mundo dos negócios gosta da idéia de competição? As start-ups gostam dela. Os inovadores gostam dela. Jovens empresas buscando mudar o mundo gostam delas. Competição dá a eles uma oportunidade de fazer a diferença e construir coisas maravilhosas. Mas empresas velhas não gostam dela. Uma vez que chegam ao topo, elas preferem descansar sobre os seus louros conquistados.

Em um mercado, eles não podem descansar. Mas com patentes, eles podem processar. Eles podem usar as ferramentas do governo para arrasar seus competidores. Se funcionar, eles podem receber o que vale como um resgate. Se valer de uma disputa de patente contra um competidor não é diferente de conseguir erguer uma tarifa contra os importados, fazer sua companhia de seguros obter uma infusão de recursos do Departamento do Tesouro, ou de um sindicato impedir trabalhadores mais em conta de entrarem no mercado.

A história real do ataque feito pela Apple à Samsung é contada nos números. A Apple vem dramaticamente perdendo a sua participação no mercado para a competição. Isto não é surpresa: O primeiro do mercado experimenta um período de rentabilidade acima da média de retorno. E então outros emulam e melhoram na margem. Preços caem, serviços melhoram, e coisas maravilhosas acontecem com todos com exceção do antes líder.

As patentes são uma ocasião de pecado. Elas tentam os negócios a pedirem ao governo esmagar a sua concorrência, ao invés de irem buscar estratégias mais inovadoras para atrair consumidores. Eis o porquê das indústrias sem patentes serem tão vibrantes. Patentes não se aplicam ao mundo da moda, receitas de todos os seus pratos favoritos, às jogadas nos esportes, e para a maioria das coisas que usamos e amamos.

Eu posso mostrar a minha jaqueta azul-marinho da Wal-Mart e uma da Burberrys e, a uma distância de três pés, você não pode notar muita diferença. Mas ambas conseguem co-existir lado-a-lado, e todos ganham. Mas o júri no caso da Apple x Samsung olhou para os dois telefones e disse: oh eles são realmente bem similares, então um tem que ir!

As patentes estabeleceram monopólios protegidos pelo governo. Ironicamente, outras divisões do governo afirmam intervir nos mercados para rebentar monopólios e dividir a participação de mercado. De qualquer forma, o governo está fazendo planejamento central escolhendo vencedores e perdedores no mercado ao invés de deixar o processo competitivo do mercado acontecer.

O que aconteceu com a Apple realmente equivale a um resgate feito pelo governo, não diferente daquele ganho pela AGI em 2008. Mas nós o reconhecemos como tal? Provavelmente não, porque toda a extorsão está regida na linguagem de uma lei que poucos entendem ou questionam.


The problem: code seems to work only on its original directory (on my virtual-machine).

Tools involved: git, GitHub, Travis.

Time to figure out: I feel dumb for not asking for help on freenode or something and embarrassed of telling how many hours it took me to figure out!

To whom it may happen: anyone developing software on Mac, relying on autoloading or not (if you use something like file_exists() to know if your file really exists before including it it might get hard to debug).

Ocassion: I'm working alone on a personal project written in PHP (but the problem might have occurred in many other languages). I'm the sole developer of it. I run its code on a Ubuntu virtual-machine and develop on my Mac OS X.

Setup: The code is hosted on my home directory on the Mac OS X's filesystem (HFS+, case-insensitive) and accessed on the Ubuntu side with NFS (which I don't recommend and will change for an alternative soon).

How happened: I'm setting up my CI with Travis and after the commit it failed to pass the tests and the error messages didn't help. It tried to include_once several files which are to be loaded with autoloading (Zend_Loader_Autoloader). My impression was that it was using another autoloading system (of PHPUnit, which doesn't exists btw) or something. It happened on Travis first but as soon as I tried to replicate the error by cloning the repo on my Linux home directory and setting up the configurations necessary for it prior to running PHPUnit it also happened there.

Steps I took to reproduce the error:
1) from the Linux virtual-machine I tried to copy the contents to another directory also on Mac over NFS. It failed silently. Apparently everything was fine, but the NFS corrupted it. It is not the first time NFS let me down and I'm moving away from it. I noticed it failed when I tried to run PHPUnit and saw other errors and checked some files and they were corrupted.
2) copied the directory to my Linux's home directory and tried to run the tests. It also failed.
3) searched the web for anything weird about autoloading which affected PHPUnit with no success.
4) cloned the repo directly from GitHub and from my Mac's local copy and tried to run the tests. Also, no success.
5) Finally: moved the directory from the Mac over NFS to Ubuntu (and the tests failed as expected) and then back to Mac (the tests started working again).

Diagnostic: remembered Mac is case-insensitive but the commonly found ext3, ext4, ReiserFS, and others partitions used on most of Linux distros are set as case-sensitive. Zend_Loader tried to find the files, "but if no $dirs were specified, it will attempt to load it from PHP's include_path" (text in quotes from the Zend_Loader class).

What happened is the following: retrieving the code from NFS (Mac, case-insensitive) the file would be found even if it was being called in the wrong case (file.php instead of File.php for example). But when the file was being searched on Linux, it would not be found and Zend_Loader gracefully would try to include it from PHP's include_path.

Learned:
1) What happened with me? I always ask when in such situation, this time I just forgot.
2) Don't forget Macs comes with a case-insensitive partition ever again.
3) NFS is evil. Stop using it immediately.

My mistake: a single letter in the wrong case (I've renamed the directory some time ago from ML to Ml).


Percepções Erradas Sobre o Transporte e a Mobilidade Norte-Americana.

Tradução por Henrique Vicente de Urban Transit Myths (Misperceptions About Transit and American Mobility) por Randall O'Toole

Sumário executivo
O transporte público faz um importante papel em prover mobilidade para aqueles sem acesso a automóveis e a aqueles que preferem não dirigir.
Infelizmente, as políticas públicas de transporte público norte-americano sofre de inúmeros mitos que são prejudiciais tanto para o trânsito quanto para as cidades norte-americanas. Este relatório discute dez dos mais perigosos e amplamente acreditados mitos do transporte:


O Mito do Subsídio:
Subsídios ao transporte são injustamente inclinados aos carros e às rodovias, então precisamos aumentar os investimentos para o transporte público para prover um sistema de transporte balanceado.

A Realidade:
Pelo menos desde 1975, o subsídio ao transporte público tem sido dezenas a centenas de vezes maior do que o do transporte rodoviário. Além disso, um quarto dos subsídios ao transporte público tem sido pago diretamente por motoristas de carro.


O Mito do Declínio:
O transporte público americano vem firmemente declinando por décadas, e apenas mais investimento podem reverter esse declínio.

A Realidade:
Tanto investimento de transporte público e as facilidades providas pelas agências de transporte vêem firmemente aumentando por décadas.


O Mito do Investimento:
Mais dinheiro para o transporte público vai aumentar o número de passageiros; nós precisamos de transferir dinheiro das rodovias para o transporte público e aumentar impostos estatais e municipais para as agências de transporte.

A Realidade:
Não há uma relação entre investimento de transporte e número de passageiros; apesar de massivos aumentos em investimento em transporte nas últimas duas décadas, o número de passageiros está estagnante ou caindo.


O Mito Federal:
Investimento federal de auto-estradas urbanas tem de ser balanceados com investimento federal de transporte coletivo urbano.

A Realidade:
A parcela do investimento federal do Sistema Rodoviário Interestadual foi completamente paga por usuários das rodovias federais, enquanto o governo federal não taxou os usuários de transporte público.


O Mito do Alívio do Congestionamento:
Nós não podemos nos livrar do congestionamento com a construção de malha rodoviária; em seu lugar, devemos mitigar o congestionamento divergindo investimento de auto-estradas para o transporte em massa.

A Realidade:
O efeito do transporte público no congestionamento é insignificante na maioria das cidades norte-americanas.
Gastar dólares no transporte público para reduzir congestionamento é mais passível de aumentar porque isto diverte investimento de atividades que possuem um efeito mais significativo no congestionamento.


O Mito do Transporte Tradicional:
Agências de transporte devem continuar a focar nas linhas de rota fixa irradiando de grandes centros como no século 19.

A Realidade:
As cidades americanas evoluíram, e os padrões modernos de viagens são complexos demais para serem servidos por transporte tradicional. Agências de transporte precisam se adaptar provendo novos tipos de transporte.


O Mito do Monopólio:
Monopólios públicos são essenciais para o transporte funcionar.

A Realidade:
Competição é um dos melhores jeitos de melhorar os serviços de transporte.


O Mito da Nostalgia:
Os sistemas da virada do século ofereciam aos norte-americanos uma maior mobilidade e melhor qualidade de vida do que o transporte público e sistemas rodoviários de hoje.

A Realidade:
O automóvel fez dos americanos as pessoas com mais mobilidade na história do mundo. A mobilidade significativamente melhorou a nossa qualidade de vida urbana em vários sentidos.


O Mito do Novo Urbano:
Faz mais sentido reconstruir as nossas cidades para servir transporte público que redesenhar o sistema de transporte para servir as modernas cidades.

A Realidade:
Tentativas de redesenhar cidades para melhorar a quantidade de usuários de transporte público seriam caras e no fim das contas fracassadas. É muito mais eficaz modernizar o sistema de trânsito para servir as necessidades contemporâneas.


O Mito da Moralidade:
O transporte público é moralmente superior aos automóveis privados.

A Realidade:
A maior parte das supostas vantagens do transporte público ao invés do automóvel é baseada em julgamentos estéticos não compartilhados pela maioria dos norte-americanos. Políticas de transporte público sólidas requerem que os formuladores de políticas públicas entendam a realidade por trás destes mitos. Investimentos disponíveis para o transporte público sempre serão limitados. É, portanto, incumbente aos formuladores de políticas públicas investir estes recursos limitados em maneiras que produzam o maior valor aos pagadores de impostos.

Update: veja também Why More People Should Ride Mass Transit


testando


Movidos pela ignorância de como de fato funciona a realidade, políticos populistas de todo o Brasil eventualmente tentam impor leis impedindo a cobrança de estacionamentos.

Nesse texto exponho primeiro porque é impossível que isso funcione sem prejudicar as pessoas e, em última análise, fechar todos os estacionamentos e depois (e o realmente importante) mostro como uma medida destas é injusta per se.

Em primeiro lugar, temos que ter em mente que qualquer estabelecimento comercial tem um custo. Mesmo um estacionamento.

Uma pessoa pode ver uma garagem automatizada, capaz de armazenar diversos automóveis, em edifício com vários andares como um empreendimento com custos, mas desconsiderar que mesmo um espaço vazio em um terreno, sendo aproveitado para estacionamento em condições primitivas é um empreendimento com custos.

Acontece que provavelmente ela está cometendo o erro de julgar o custo do empreendimento apenas com a infra-estrutura do ambiente e sua manutenção, quando na verdade deveria considerar o custo de oportunidade: para ela poder estacionar um automóvel ali uma outra atividade não pode de ser empregada ali, como uma lanchonete ou engraxate de sapatos.

Ela pode ainda julgar que uma lanchonete ou engraxate é melhor do que um estacionamento. Duas coisas a dizer para ela: em primeiro lugar, preferências são individuais. Pode ser que uma lanchonete seja melhor para ela, mas será que é para o proprietário do estacionamento considerando os clientes em potencial?

Sobra ainda alguns fatos para mostrar como a aplicação de uma lei desta, mesmo que bem intencionada, é irracional do ponto de vista economico.

A melhor ferramenta que temos para determinar a produção de bens de consumo é o preço e sem ele fica impossível o cálculo econômico racional, pois fica impossível o conhecimento das preferências pessoais.

Exemplo: é melhor cobrar mais caro para as pessoas irem ao shopping em grupo, não cobrar nada para irem direto ou cobrar mais barato para irem mais vezes? Diferentes estabelecimentos, com diferentes públicos, em diferentes locais e realidades economicas se beneficiam (e consequentemente beneficiam adivinhem quem: seu público-alvo!) de diferentes regras.

Não dá para um burocrata saber essa informação. Ela é uma informação que não pode ser deduzida por fórmulas matemáticas ou aplicada em forma de lei. É uma informação que está na sociedade. A única forma de obtê-la é através da análise e da experimentação. E ao destruir essas possibilidades boa parte da sociedade é prejudicada.

Frédéric Bastiat, economista do século retrasado, em seu ensaio O que se vê e o que não se vê conta a Parábola da Janela Quebrada, demonstrando que não existe lanche grátis (uma vidraça quebrada não gera lucro pois vai movimentar a economia, isto é uma falácia; ou ainda: guerra não geram riquezas). Com isso ele quis dizer que interesses de grupos especiais possuem custos escondidos.

Por exemplo, o custo do estacionamento vai existir seja ele oferecido como cortesia, "cortesia" (a involuntária) ou não.

A questão é: quem vai pagar as contas?

Num estacionamento pago pelo uso de cada vaga o cliente que estacionou o veículo é quem paga a conta. Num estacionamento onde isso não acontece, ainda assim alguém paga a conta. No caso desta proibição, os pobres que andam de ônibus e fazem a feira do mês durante a liquidação pós-festas nos shoppings serão honerados pagando o custo da vaga da SUV do promotor de Injustiça parasita da sociedade que vai ao restaurante de luxo no shopping com a família aos fins de semana confortavelmente em sua BMW comprada com o dinheiro dos pagadores de impostos.

De imediato o custo será repassado aos donos dos estabelecimento nas proximidades, ao longo prazo porém o prejuízo afetará também o consumidor que terá que pagar mais por outros serviços, terá que gastar mais tempo procurando vagas, verá estacionamentos sendo fechados ou, como o livro de Bastiat sugere, não verá vagas novas surgindo [ainda que haja demanda por elas].

Uns outros prejudicados rapidamente serão os que pagam para estacionar hoje. Eu pago para estacionar em uma garagem privada afastada por economia perto de meu local de trabalho, mas outros preferem pagar mais caro e estacionar com comodidade nas proximidades em uma garagem de um shopping eles mesmos. Uma lei destas pode interferir negativamente na vida destas pessoas muito fácil. Assim que promulgada o shopping poderia se ver obrigado a seguí-la (antes que eu me esqueça: é dever moral de todo cidadão desrespeitar leis injustas!) e eu poderia abandonar o meu estacionamento longe, barato e ao invés disso eu poderia parasitar uma vaga em tal shopping (façam-me o favor de pensar duas vezes antes de pensarem na besteira de que "as vagas são para os clientes").

Por fim, ao longo prazo estacionamentos tenderiam a ficar como o que uso hoje: longe dos estabelecimentos comerciais (uma vez que mesmo com dono diferente, como a propriedade privada não é respeitada, se for próximo ou com ligações no próprio centro de compra existe o risco de sofrer essas restrições), porém mais caros, mais raros, mais difíceis de encontrar, etc. Ou seja, até eu que estaciono longe para economizar seria prejudicado porque em últimas consequências o shopping poderia falir (me obrigando a ir mais longe para almoçar), poderia fechar o estacionamento para construir lojas no lugar e por aí vai.

E por último a única coisa realmente importante em toda a questão: o estacionamento é uma propriedade privada em seu dono. Ele deve ser livre para discriminar se deseja aceitar motos, SUVs, bicicletas, pessoas morando dentro, quanto cobrar de cada tipo de veículo, etc, pois enquanto proprietário ele tem o direito de ter a palavra final no que quer ou não fazer com essa coisa que em última instância é na verdade uma extensão do próprio corpo dele.

Precisa-se notar que o respeito à liberdade do próximo é importante e que em algum momento eles também já foram vítimas desta falta de liberdade e muito provavelmente estão sendo e ainda novamente serão e que é dever de todo ser humano o respeito a ética (a liberdade alheia, a propriedade privada alheia, o que inclui o próprio outro).


Isso é um exemplo de post falando sobre nada...

Blue


Descobri que segundo alguma lei estúpida brasileira existe uma coisa chamada de contratos unilaterais para a injustiça daqui: depósito, doação e comodato são exemplos.

Se formos considerar as consequências imediatas da interpretação disso podemos chegar as conclusões que:

a) você não precisa devolver nenhum dinheiro depositado em sua conta, nem que seja do comprador do seu carro: quem mandou ele ser otário e confiar em você, espertalhão?

b) está ok dar calote quando não te cobram juros (comodato é empréstimo sem juros)

c) quando alguém quiser te fazer uma doação de uma tonelada de merda radioativa você é obrigado por lei a aceitar, afinal o cara tem direito de doar para você e alguém precisa bancar esse direito para ele. No free lunch! E como só tem você de você no mundo (e existe a condição da doação para você ser para você), sobrou para você. Simples assim.

Dog Facepalm

Essa confusão toda é devido ao mal uso da palavra contrato. Não sei quando isso começou, até ontem eu só sabia de um abuso dela: a fraude chamada contrato social (que os seus defensores mais drogados juram de pés juntos que é um contrato, mas não é).

Créditos ao fanboy de direito romano 2.0b (direito brasileiro) que veio pagar de monge escriba recitando lei tentando provar alguma coisa qualquer. Pra quê complicar, caro direito civil cabeção? Certamente o mundo seria muito mais saudável se ao invés de civic, tivéssemos a common law, não?


Por que eu mal me lembro de professores pedindo desculpas por chegar atrasado ou faltar aulas?

Para mim o problema é que muitos professores ao invés de se verem como prestadores de serviços e verem seus alunos como clientes, se enxergam como "pais fora de casa" e enxergam os alunos como crianças imaturas. Sendo esse pensamento paternalista fruto do falho mercado da educação que temos hoje, cheio de deformações, onde escolas custam os olhos da cara e ensinam pouco e mal, além de nivelar por baixo.

Já se um aluno passa alguns dias sem ir às aulas, logo ele vai correr o risco de ser chamado a atenção (talvez até por algum professor que ele nunca viu na vida), como se fosse um folgado ou irresponsável.

Existe a possibilidade de muitos desses professores assim serem bem intencionados. O raciocínio deles que é falho e deveria se adaptar à realidade.

Se você assina um serviço como o Netflix (locação de filmes via Internet) e deixa de ir em sua locadora por dois meses, mesmo tendo crédito para mais de 20 filmes nela você certamente não espera uma ligação de um funcionário dizendo:
"Pedrinho, você tem 30 créditos disponíveis aqui na BlockBuster a mais de dois anos e ainda não veio buscar. O que aconteceu? Virou inculto, foi?".

Mas se o aluno decide que o professor ensina mal e é melhor para si estudar por conta própria em casa por algum tempo (na realidade, qualquer razão é válida) é quase certo que na volta ao ambiente escolar ele vai se deparar em uma situação similar a descrita acima.

Essa situação não apenas é constrangedora e infeliz para o aluno como não é jeito algum eficiente de incentivar alguém que realmente precise de ter a auto-estima para os estudos levantada, muito pelo contrário.

Então se você é um professor próxima vez que for reclamar de um aluno não entregar um trabalho, ter faltado (ou gazeado) aulas ou qualquer coisa assim considere que o seu papel é de prover conhecimento, não de se intrometer invasivamente na vida particular dos seus alunos.

Você não se vê como um professor, mas como um educador? Não muda nada. Trate o aluno de forma respeitosa.

Uma lista de presença é objetiva demais para falar a respeito de um aluno (um sujeito, um ser de natureza subjetiva). Então não tire conclusões precipitadas. Talvez ele tenha faltado por bons motivos, motivos fora de seu controle ou qualquer outra coisa que justifique (e sempre tem).

E se ele decide faltar para algo que você vê como banal como sair com a namorada ou ir à praia, se coloque em seu devido lugar e respeite a decisão dele. Se julgar importante para o bem-estar do mesmo, alerte-o sobre quais são as implicações para as tais escolhas, ao invés de condená-lo por elas. Cada um tem direito ao controle de sua própria vida.

Você vê uma grande quantidade de alunos fazendo isso? Já considerou que o problema [também] pode ser você, o sistema educacional, qualquer outra coisa que não realmente eles ou uma combinação de tudo isso? Enfim, antes de esperar por alunos-robôs, entenda que um aluno é um ser humano distinto com objetivos individuais assim como qualquer ser humano. Ele não existe para te agradar, é apenas um consumidor do serviço que o é oferecido por você.

Um mal consumidor? Garçons se negam a vender bebidas para bêbados por um bom motivo. Adivinha qual é. Chega de paternalismo.


Biker

De uns anos para cá muitas pessoas estão comprando a idéia de que bicicleta é a solução mágica para resolver os problemas de transporte da sociedade. Não pode ser. Deficientes não podem usar. Em locais quentes, fica complicado usar. Se precisa transportar algo, fica complicado. É mais sucessível à acidentes e o ciclista enfrenta problemas com o mal tempo.

Mesmo que seja uma bicicleta com vários acessórios de segurança (até mesmo airbag existe), dificilmente o usuário vai estar tão seguro quanto em um carro.

Não me entendam mal, não sou contra a bicicleta. Apenas acho que as pessoas estão enganadas ao achar que ela é a salvação do meio ambiente, da obesidade, do congestionamento e da vida social.

Em algum lugar já ouvi mais ou menos que o capitalismo é capaz de produzir mais carros mais rapidamente do que o socialismo (governo) é capaz de produzir mais estradas melhores, frase que justificava a existência dos semáforos em nosso cotidiano.

Isso é um fato. Temos carros confortáveis e seguros, mas sofremos em vias esburacadas e congestionadas.

BMW E30 burnout

A maior parte da poluição urbana é causada pelo tráfego de veículos, mas por uma minoria deles. Não é o alto tráfego que causa ela, assim como computadores não pifam por conta do grande tráfego de informação na Internet. São os veículos problemáticos que causam problemas.

Nos mares, com a proteção garantida pelos governos, a indústria de transporte marítimo poluí o meio ambiente usando sem a menor atenção para a qualidade o combustível disponível.

Aqui no Brasil apenas veículos grandes podem utilizar o Diesel. E um dos resultados dessas medidas é que estes veículos usam motores mais primitivos, menos eficientes e que poluem mais. Afinal, alguém procurando um veículo não dá a importância ao consumo do mesmo quanto daria se o combustível fosse mais caro.

Sofremos ainda com muitos carros velhos trafegando sem a menor manutenção, usando carburadores, faltando catalisadores no escapamento, etc.

São esses poucos que fazem a maior parte da poluição. Um carro desregulado pode facilmente poluir tanto quanto mil ou mais carros novos, e pior: a saída do escapamento está em um único local. E eles trafegam livremente pelas vias brasileiras e de vários outros locais do mundo.

Na aviação em muitos lugares ainda se usa o chumbo como aditivo na gasolina de aviação (um de seus combustíveis), inclusive no Brasil (que não por acaso demorou para deixar de produzir gasolina comum com ele).

Para piorar ainda aparecem com essa onda melância (verde por fora, vermelho por dentro) de biocombustível que não bastasse encarecer os alimentos, demandar terra para a produção e pegar bons profissionais que poderiam estar em outras áreas realmente produtivas, é irracional por demandar um custo operacional muito maior (precisa-se de tratores, colheitas, etc) e ter uma baixa eficiência por conta disso. E justamente devido às deformações de mercado, as pessoas infelizmente não notam isso com facilidade.

Temos também uma quantidade enorme de restrições às aviações que prejudicam todos.

Por exemplo, uma estrangeira não pode aqui no Brasil oferecer trechos nacionais. Isso significa que um vôo que vai de Recife para Atlanta fazendo escala em Fortaleza não pode vender esse trecho de Recife à Fortaleza. A consequência direta disso é clara: um aumento de custo para todo mundo que viaja, pois mais aviões precisarão estar cruzando os céus. A indireta? Um protecionista pode achar que é boa, mas protecionismo de verdade tem de viver isolado da sociedade (talvez numa caverna), o que eles não fazem, contradição que demonstra o quanto a sério eles levam o protecionismo.

Delta Air Lines Boeing 757-232 (N696DL) (1)

E infelizmente proibições ao livre comércio no transporte assim acontecem em todo o mundo.

Menor interacção e troca de experiências pela sociedade, maior consumo de combustível, mais tempo perdido, mais aviões cruzando os céus (com assentos vazios), tudo para beneficiar um pequeno grupo de interesse.

Da mesma forma, existem vários cartéis mantidos pelo Estado em suas diversas esferas (municipal, estadual, regional, nacional, etc) que impedem a concorrência ou livre mercado no transporte urbano. Novamente, por conta de grupos de interesses que parasitam à sociedade.

Se você quiser entrar no mercado de transporte urbano aqui no Brasil com certeza precisará de esperar anos ou mesmo décadas para o término de contratos de exclusividade, participar de licitações, mudar leis, precisará de ter um bom capital mínimo para fazer frente aos líderes do status quo nesse mercantilismo tupiniquim. No resto do mundo não é diferente.

E uma vez dentro terá de conviver com greves (talvez até mesmo se seu funcionário estiver recebendo mais do que qualquer outro, já que se ele for trabalhar você acabar tendo um funcionário a 7 palmos abaixo da terra por ser fura-greve e um ônibus depredado ou incendiado).

Vai ter de oferecer preços tabelados, sem oportunidade de cobrar menos, mais, de acordo com o horário, fazer pacotes ou promoções.

Não vai poder utilizar a tecnologia que bem entender. Terá a rota, frota, os locais e horários de circulação limitados e determinados por terceiros.

Não bastasse, ainda temos que conviver com o zoneamento. Coisa amada por muitos dos que vejo querendo pagar de "cientista social", quando na verdade o que eles querem ser são engenheiros sociais, definindo como a sociedade deve se comportar. Se esquecem eles de que a sociedade é composta por indivíduos que racionalizam e possuem preferências individuais.

Eles costumam muitas vezes dividir a cidade em zonas. Zona industrial, comercial, residencial, agricultural e qualquer outra mais que ele pense enquanto estiver brincando de planejador central como faz suas crianças no Sim City 2000 (a diferença é que felizmente até agora eles não descobriram como causar terremotos ou furacões um atrás do outro, pois gente estúpida assim costuma pensar que desastre gera riqueza, o que é um absurdo sem o menor sentido).

O que na prática essas zonas fazem é obrigar as pessoas a se movimentarem mais. Como? Através de proibições ou taxação elevada de terras demarcadas para um fim e usadas para outro.

Por exemplo: se eu fosse muito, muito rico e gostasse de cidade grande e fazenda poderia querer me dar ao luxo de comprar um bloco de apartamentos em Manhattan, mandar demolir tudinho e fazer dali uma fazendinha ou sítio.

Um planejador central diria que isso é um absurdo, ainda que todos os residentes daquele bloco ficassem extremamente felizes em receber uma grana enorme em troca de suas terras.

O motivo para ele dizer isso poderia ser qualquer um: desde dizer que gosta de como ali é bonito ou de que muitas pessoas gostariam de morar lá e estou tirando essa oportunidade delas. Sem necessidade de dizer, o que importa é o respeito ao indivíduo e qualquer um desses motivos poderiam ser usados para me persuadir, não para me proibir.

Mas usando o poder do Estado esse planejador central pode simplesmente me barrar disso, o que poderia acabar me fazendo comprar um helicóptero ultra-moderno com 15 assentos para ir de Manhattan à Long Island em 5 minutos com quem bem entendesse para comprar umas Coca-Colas ou ir ao cinema sozinho.

Exemplo excêntrico, mas comum de maneira assustadora de forma mais sútil. Afinal, quantas vezes não saimos de nossas casas de carro rodando quilômetros para fazermos compras em um shopping e na saída levamos tudo nas mãos até o estacionamento? Muitas vezes andamos mais dentro de um estacionamento do que andaríamos de nossas casas até uma loja daquela coisa poderia existir, se não fosse o zoneamento que coloca os preços artificialmente caros para ela se estabelecer ali.

Álias, alguém pode me explicar qual o sentido de comércio longe de consumidores? Pois acho que pelo menos 90% dos consumidores são pessoas humanas (só para deixar bem claro) e esse tipo de ser humano mora em casas ou apartamentos. Então qual o sentido dessa separação entre zona comercial e zona residencial?

Poderia continuar falando de comércio e indústria, etc, mas não vou.

O ideal é que zonas não existam. Seja tudo ordenado caoticamente, de acordo com as possibilidades, necessidades e desejos da sociedade.

Outra coisa. Veja de madrugada que há espaço para todos. As ruas estão vazias, isso significa que os automóveis não são tantos assim que precisam ficar guardados nela.

O que se precisa é de uma infra-estrutura e uso mais racional das vias.

Só através do sistema de preços é possível resolver isso eficientemente.

E quais dessas soluções podem ajudar?
Pay-per-use (pagar pelo que trafega, pelo horário em que trafega e pelo tipo do tráfego sendo realizado).
Uso mais racional dos recursos humanos (mais pessoas dormindo de dia e trabalhando à noite)
Carga e descarga a serem feita de acordo com o horário (basta cobrar um preço alto pelos horários em que esse procedimento atrapalha o restante do tráfego)

Não dá para se ter certeza absoluta e por isso mesmo o sistema de preços é importante e o único caminho.

Enquanto isso estatistas brigam por colocar airbags em todos os carros (quando muita gente pilota moto por falta de oportunidade de um veículo mais seguro), outros imploram pela estupidez [do novo problema] dos rodízios e por aí vai, enquanto sofremos com os congestionamentos e a indústria das multas. Certamente não são eles que vão resolver esses problemas.

Quem acha que um livre mercado pioraria a situação deve estar usando um computador da era da reserva de mercado na informática ou deveria estar dentro de um hospício, pois não nota que a maior parte das coisas em sua volta funcionam e só se tornaram possíveis graças ao desenvolvimento de tecnologia e a implementação pela iniciativa privada.


Vi hoje uma propaganda do Tribunal Superior Eleitoral contra a venda de votos onde um consumidor está em um restaurante e pede um café. O garçom o entrega um drink. Ele diz que quer um café, não o drink. O garçom diz que ele deve tomar o drink, que vai receber ainda uma camisa, boné, etc. Ele pede outro garçom, insiste que quer um café, não um drink. O garçom diz que o café ele pode tomar daqui a quatro anos.

Essa propaganda faz o uso de um peso e duas medidas. O consumidor faz questão de exercer o controle de sua própria vida, sem aceitar a imposição do garçom que se nega a entregá-lo o que ele deseja. Ou seja, ele quer apenas ter a sua própria individualidade respeitada.

Logo em seguida o narrador fala que o voto é a decisão do seu futuro e por isso não deve ser vendido. Oras, a decisão do meu futuro deve ser feita por mim. Em nenhum momento assinei um contrato aceitando fazer parte de sistema algum onde eu relegasse as minhas liberdades individuais. Para o TSE eu assinei sim, um tal de contrato social.

Contrato social (que de contrato não tem nada) é o nome alternativo que os bandidos dessa quadrilha dão para a lavagem cerebral da desculpa esfarrapada que foi inventada na tentativa de se passar a idéia de que está tudo bem impôr concessões na vida alheia (reserva de mercado), roubar (impostos), invadir a privacidade (documento nacional de identificação), proibir o livre comércio (moeda de curso forçado), entre outras coisas desde que [coloque aqui qualquer coisa populista que for usada pelos bandidos mais fortes da sua época na busca de justificarem suas ações].

Pagador de impostos

Bem parecido com chamar pagadores de impostos de contribuinte. Contribuinte onde se não é voluntário? Alô, você paga impostos porque sequestradores saqueadores podem confiscar (palavra alternativa para roubar, só deve ser usada pela gangue dominante ou facção terrorista do momento) teus bens e fazer tua vida acabar numa cela de prisão, não é porque você escolhe.


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