Vi hoje uma propaganda do Tribunal Superior Eleitoral contra a venda de votos onde um consumidor está em um restaurante e pede um café. O garçom o entrega um drink. Ele diz que quer um café, não o drink. O garçom diz que ele deve tomar o drink, que vai receber ainda uma camisa, boné, etc. Ele pede outro garçom, insiste que quer um café, não um drink. O garçom diz que o café ele pode tomar daqui a quatro anos.

Essa propaganda faz o uso de um peso e duas medidas. O consumidor faz questão de exercer o controle de sua própria vida, sem aceitar a imposição do garçom que se nega a entregá-lo o que ele deseja. Ou seja, ele quer apenas ter a sua própria individualidade respeitada.

Logo em seguida o narrador fala que o voto é a decisão do seu futuro e por isso não deve ser vendido. Oras, a decisão do meu futuro deve ser feita por mim. Em nenhum momento assinei um contrato aceitando fazer parte de sistema algum onde eu relegasse as minhas liberdades individuais. Para o TSE eu assinei sim, um tal de contrato social.

Contrato social (que de contrato não tem nada) é o nome alternativo que os bandidos dessa quadrilha dão para a lavagem cerebral da desculpa esfarrapada que foi inventada na tentativa de se passar a idéia de que está tudo bem impôr concessões na vida alheia (reserva de mercado), roubar (impostos), invadir a privacidade (documento nacional de identificação), proibir o livre comércio (moeda de curso forçado), entre outras coisas desde que [coloque aqui qualquer coisa populista que for usada pelos bandidos mais fortes da sua época na busca de justificarem suas ações].

Pagador de impostos

Bem parecido com chamar pagadores de impostos de contribuinte. Contribuinte onde se não é voluntário? Alô, você paga impostos porque sequestradores saqueadores podem confiscar (palavra alternativa para roubar, só deve ser usada pela gangue dominante ou facção terrorista do momento) teus bens e fazer tua vida acabar numa cela de prisão, não é porque você escolhe.