Descobri que segundo alguma lei estúpida brasileira existe uma coisa chamada de contratos unilaterais para a injustiça daqui: depósito, doação e comodato são exemplos.

Se formos considerar as consequências imediatas da interpretação disso podemos chegar as conclusões que:

a) você não precisa devolver nenhum dinheiro depositado em sua conta, nem que seja do comprador do seu carro: quem mandou ele ser otário e confiar em você, espertalhão?

b) está ok dar calote quando não te cobram juros (comodato é empréstimo sem juros)

c) quando alguém quiser te fazer uma doação de uma tonelada de merda radioativa você é obrigado por lei a aceitar, afinal o cara tem direito de doar para você e alguém precisa bancar esse direito para ele. No free lunch! E como só tem você de você no mundo (e existe a condição da doação para você ser para você), sobrou para você. Simples assim.

Dog Facepalm

Essa confusão toda é devido ao mal uso da palavra contrato. Não sei quando isso começou, até ontem eu só sabia de um abuso dela: a fraude chamada contrato social (que os seus defensores mais drogados juram de pés juntos que é um contrato, mas não é).

Créditos ao fanboy de direito romano 2.0b (direito brasileiro) que veio pagar de monge escriba recitando lei tentando provar alguma coisa qualquer. Pra quê complicar, caro direito civil cabeção? Certamente o mundo seria muito mais saudável se ao invés de civic, tivéssemos a common law, não?